A humanidade tem por características evolutivas a necessidade de matematizar seus descobrimentos; principalmente no ocidente. Teoria da relatividade, medicina baseada em evidências, física quântica. A evolução, portanto, é uma forma de lapidação de um cálculo matemático. Os assuntos mais discutíveis são de certas formas incalculáveis. Arte, beleza, teorias filosóficas, são exemplos particulares disso. Nosso prazer apesar do paradoxo se concentra em detalhes menos matemáticos. A teoria da beleza pode ser exemplificada através de objetos estéticos cativantes, contemplados por sua forma elegante e seu artesanato virtuoso. Pessoas que conseguem materializar com êxito uma beleza universal tem, como os Darwinianos chamam, sinais de aptidão, ou seja, inteligência, coordenação motora refinada, habilidade de planejar com fluidez. Sentimos uma reação poderosa ao visualizar algo bem feito. Seja um desempenho musical no “Carnegie Hall” ou ao flexionarmos nossos pescoços e visualizarmos o teto da Capela Sistina.

A beleza do corpo humano também se refina com o tempo. Ao longo do último século, por exemplo, existiram três formas de contornos corporais femininos mais vistosos: primeiro, curvas sutis e pouco espessas com membros inferiores ‘semi-atléticos’ longos. Anos depois, a essas quebras angulares foram somados seios maiores. Hoje, teoricamente, ângulos mais precisos e detalhes anatômicos somam-se aos detalhes dessa evolução secular.

A técnica de Lipoplastia com uma definição aumentada não é uma evolução de antigas técnicas e sim um método completamente diferente. Vibração amplificada da energia sonora (VASER) preserva os tecidos na sua matriz. São utilizados vários probes em várias frequências desenhados para cada superfície, respeitando as diferenças dos compartimentos anatômicos. O resultado dessa inovação é uma definição mais precisa por manter uma fisiologia superficial inalterada. Como em toda evolução, a ‘matematização’ já nos aponta o caminho com estudos científicos, porém, aptidões sugeridas por Darwin são importantes.

Publicado na Revista Nine. 42ª Edição. p. 84, São Paulo. 2015
Escrito por Dr. Felipe Massignan.